terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Vento


Vento, que vem das esquinas, de ruas vazias de um céu interior...
Vento, que varre os segundos, prum canto do mundo...
Leva um beijo perdido, um verso bandido...
Oh vento que vem, pode passar... e venta fora de mim... outro lugar...
Vento, que dança nas praças, que quebra vidraças do interior...
Vento, que joga na mala os móveis da sala.. e a sala também...
Oh vento que vem, pode passar... e venta fora de mim... outro lugar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mais um dia que começa


Mais um gaudério pegando o transporte para ir ao trabalho.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tropeiro


Sou tropeiro de uma tropa

de desafio e esperança

porque mágoa nas andanças

a gente sente algum dia.

Quem anda nessas jornadas

sempre encontra algum maleva

prontito pra bater os cascos

na cancha da sesmaria.


Tropa e eu somos um só

entre a poeira e o poente.

Tormenta ou mormaço forte.

Pois é a tropa que levo

mais adiante que o cavalo:

- por dentro do coração! -

Quem a leva não é mula.

Talvez seja outro tropeiro

também querendo ser gente.


(O Tropeiro e a Tapera - Lauro Antonio Corrêa Simões)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Transeuntes




É de manhã, mais um dia que começa. A gente sempre escolhe ficar um pouco mais na cama ao invés de levantar e tomar um café da manhã com calma, fazendo o corpo ir acordando devagar. Então acontece sempre a mesma coisa. Aquele soninho nos pega de jeito (e como é bom o sono do início da manhã) e acabamos adormecendo. De repente levamos aquele susto..."meu Deus, tô atrasado!" Então levantamos correndo, vamos pra debaixo do chuveiro pra acordar de vez, jogamos qualquer roupa no corpo e saímos ao trabalho de cada dia. Na ida ao trabalho, pela pressa, não conseguimos enxergar nada ao nosso redor. As pessoas são apenas vultos que vem e vão. O céu e as flores não tem não tem cor. Chegando ao trabalho, logo uma avalanche de informações e tarefas são jogadas em cima de nossas cabeças. Elas (as tarefas e informações) irão nos acompanhar o dia inteiro, juntamente com aqueles colegas "malas" que não "curtem" nossa cara e ainda assim, temos que aturar. "Faz parte", já dizia um Big Brother "das antigas" que não lembro o nome. Chega a noite, o cansaço e a irritação vence nosso corpo. Enfim hora de ir embora. A noite mal dormida, o dia de trabalho, nos fazem sentir aquela vontade de dar uma cochilada no ônibus, no trajeto pra casa. Chegando em casa, liga-se o computador e enquanto ele carrega o sistema operacional tomamos um banho. Pegamos alguma coisa pra comer, sentamos na frente do PC e começa a maratona. Orkut, MSN, Youtube... vara-se a noite fuxicando a vida alheia nas comunidades de relacionamento e conversando monossilabicamente, online com "criaturas" que às vezes, não temos nem vaga lembraça de quem seja. Vem a madrugada, são 03:00 horas... é preciso dormir ao menos um pouco antes do novo dia chegar mandando ir pra batalha novamente. A velocidade das coisas nos tranformou em meros transeuntes da vida moderna. Saudade da época em que dava-se bom dia ao vizinho, ao dono do mercadinho da esquina, da época em que conversava-se olhando olho no olho. Ainda há espaço pra isso no nosso mundo?