sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Transeuntes




É de manhã, mais um dia que começa. A gente sempre escolhe ficar um pouco mais na cama ao invés de levantar e tomar um café da manhã com calma, fazendo o corpo ir acordando devagar. Então acontece sempre a mesma coisa. Aquele soninho nos pega de jeito (e como é bom o sono do início da manhã) e acabamos adormecendo. De repente levamos aquele susto..."meu Deus, tô atrasado!" Então levantamos correndo, vamos pra debaixo do chuveiro pra acordar de vez, jogamos qualquer roupa no corpo e saímos ao trabalho de cada dia. Na ida ao trabalho, pela pressa, não conseguimos enxergar nada ao nosso redor. As pessoas são apenas vultos que vem e vão. O céu e as flores não tem não tem cor. Chegando ao trabalho, logo uma avalanche de informações e tarefas são jogadas em cima de nossas cabeças. Elas (as tarefas e informações) irão nos acompanhar o dia inteiro, juntamente com aqueles colegas "malas" que não "curtem" nossa cara e ainda assim, temos que aturar. "Faz parte", já dizia um Big Brother "das antigas" que não lembro o nome. Chega a noite, o cansaço e a irritação vence nosso corpo. Enfim hora de ir embora. A noite mal dormida, o dia de trabalho, nos fazem sentir aquela vontade de dar uma cochilada no ônibus, no trajeto pra casa. Chegando em casa, liga-se o computador e enquanto ele carrega o sistema operacional tomamos um banho. Pegamos alguma coisa pra comer, sentamos na frente do PC e começa a maratona. Orkut, MSN, Youtube... vara-se a noite fuxicando a vida alheia nas comunidades de relacionamento e conversando monossilabicamente, online com "criaturas" que às vezes, não temos nem vaga lembraça de quem seja. Vem a madrugada, são 03:00 horas... é preciso dormir ao menos um pouco antes do novo dia chegar mandando ir pra batalha novamente. A velocidade das coisas nos tranformou em meros transeuntes da vida moderna. Saudade da época em que dava-se bom dia ao vizinho, ao dono do mercadinho da esquina, da época em que conversava-se olhando olho no olho. Ainda há espaço pra isso no nosso mundo?

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